Novo modelo dos profissionais.
Por mais incrível
que isso possa parecer, inglês, informática e amplo domínio
técnico já não são mais os únicos
pré-requisitos para conseguir um bom emprego. Em época
de reestruturação do trabalho, ganha o funcionário
que, além de uma boa formação, possui também
...
A carência de profissionais qualificados
Davi da Silva fez até a sexta série. “Preciso
aprender muito matemática, divisão... eu não
sei muito multiplicar, também”, ele conta. Dinália
de Almeida chegou ao Ensino Médio...
Idade média dos
principais cargos nas empresas vem caindo.
Os executivos, gerentes e diretores preferidos pelo mercado de trabalho
são jovens e têm alta qualificação. Este
é o perfil desses profissionais traçado por empresas
de recursos humanos e ...
Como aprender
um idioma estrangeiro?
Um fator muito comum nas pessoas que são obrigadas a aprender
um idioma estrangeiro é a urgência. Podemos listar vários
casos: uma viagem, uma vaga promissora na empresa ou, imagine vocês,
quando a empresa em que se trabalha é adquirida por algum grupo
estrangeiro – o que convenhamos...
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Novo
modelo dos profissionais.
Por mais incrível que isso possa parecer, inglês,
informática e amplo domínio técnico já
não são mais os únicos pré-requisitos
para conseguir um bom emprego. Em época de reestruturação
do trabalho, ganha o funcionário que, além de uma boa
formação, possui também o perfil procurado pelo
empregador.
Ter conhecimentos de inglês e computação
já é algo tão comum e esperado de um bom candidato
que acaba nem contando mais.
Uma pesquisa recente revelou que, dos mais de mil empresários
entrevistados, a grande maioria exige, além das qualidades
já conhecidas, flexibilidade.
Entende-se por flexibilidade a disponibilidade para aceitar transferências
entre cidades e, muitas vezes, cumprir carga horária superior
a que foi acertada.
"O que as empresas procuram hoje em dia é
um funcionário que seja jovem, empreendedor e que ainda não
tenha os vícios de uma pessoa que trabalhou durante anos em
um só local. As pessoas não podem ser muito resistentes
a conviver em condições de trabalho diferentes das convencionais”.
"A contratação de um funcionário
jovem e ambicioso é visto ainda como um fator de incentivo
aos outros trabalhadores do setor", afirma o economista Antonio
Corrêa de Lacerda. "Ele vai ser o contraponto à
estabilidade do local. Estará sempre aceitando funções
e tarefas novas. Com o tempo, os funcionários vão segui-lo,
com medo de perder o emprego para outro com o perfil do recém-contratado”.
Hoje em dia, ninguém quer um funcionário
reclamão, que não aceita nada e contesta tudo. As pessoas
precisam saber negociar. A grande vantagem vem no fim do mês:
a pesquisa constatou que as pessoas com tais características
têm salário médio R$ 520 acima do pago aos funcionários
ditos convencionais.
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A
carência de profissionais qualificados.
Davi da Silva fez até a sexta série.
“Preciso aprender muito matemática, divisão...
eu não sei muito multiplicar, também”, ele conta.
Dinália de Almeida chegou ao Ensino Médio. “Deu
uma confusão assim na minha cabeça, e a aula de física,
química, eu não entendia nada. Não entendia nada!”,
diz.
Na prova do mercado de trabalho, eles não passaram das tarefas
mais básicas. Dinália é faxineira; Davi, operário
da construção civil. E numa sala de aula no meio da
obra, eles tentam recuperar o tempo perdido.
A escolaridade de Davi e Dinália interessa também ao
Brasil. “Quanto mais os economistas estudam o que se passa nos
países altamente desenvolvidos, mais fica claro que o que faz
diferença realmente é a formação dessa
qualificação, dessa competência humana”,
afirma o economista Eduardo Gianetti.
Ensino profissionalizante
Hoje, seis plataformas de petróleo estão em construção
ao mesmo tempo. O setor de exploração de petróleo
é um dos mais aquecidos do país. Poderia ser uma oportunidade
para quem está começando, mas é a velha guarda
que toca o projeto.
Arédio Fonseca já estava aposentado, e voltou à
ativa para participar do empreendimento. “A empresa me trouxe
para o projeto, então na verdade eu não busquei especificamente
emprego nesta empresa. Foram atrás de mim”, conta o engenheiro.
Como ele, quase todos nas obras têm muitos anos de experiência.
A empresa até tentou contratar novos profissionais, mas não
encontrou. ”Nós temos capacitação nacional,
mas de uma forma geral, são pessoas com idade bastante avançada”,
diz Arédio.
A indústria do petróleo decidiu formar profissionais,
mas isso leva tempo. O gerente de obras Mauro Lopes diz que não
conseguiria montar uma boa equipe se recebesse a encomenda de um projeto
novo. “Vai ser difícil conseguir esse tipo de mão-de-obra
disponível no mercado em número e em habilidade suficiente”,
explica.
Não é um problema só desse setor. O número
de alunos no Ensino Médio chega a nove milhões; no técnico
são apenas 750 mil – menos de 10%. “O Brasil é
um retardatário nisso. A médio prazo, a expansão
do mercado para técnico e tecnólogo se supõe
que venha a acontecer muitas vezes mais rápido”, afirma
o economista Cláudio de Moura Castro. “Nos Estados Unidos,
20% da força de trabalho precisa de universitários,
e 65% precisa mais que um diploma de high school (ensino médio),
e menos do que 4 anos de formação superior”.
Em Niterói, está sendo construída a P-53. O estaleiro
precisa de mão-de-obra especializada. Todos os dias, chegam
pessoas procurando uma vaga; muitas delas moram logo do outro lado
do canal, na ilha da Conceição.
A distância da comunidade ao estaleiro se mede em metros, mas
a barreira que separa o jovem sem qualificação de um
emprego não tem medida.
Vinícius Garcia sai todo dia pra procurar emprego. “Por
ser rodeado de estaleiro aqui, a gente tenta arrumar, conseguir, mas
está se tornando muito difícil por falta de curso e
de oportunidade também”, ele diz.
Na região, existe apenas uma escola pública com curso
técnico, na qual muitos jovens não conseguem estudar
lá. “Se o pessoal da ilha tivesse a oportunidade de fazer
o curso gratuito, com certeza estaria trabalhando também, não
precisava trazer gente de fora”, acredita John Mineiro da Silva,
também desempregado.
Leandro Pontes também não se conforma em ver a chance
da vida tão perto, e não poder chegar lá. “Você
olha assim, tem aquela visão de ver aquele crescimento, e você
não estar participando daquele crescimento no seu bairro”,
lamenta.
“O ensino profissional tem que estar associado às práticas
profissionais, muito agilmente associado. Não adianta criar
um elefante branco parado num mundo muito dinâmico. Então
é preciso dinamicamente rever a adequação profissional”,
afirma o educador Luiz Carlos de Menezes.
Investimento
O Brasil não investe pouco em educação, o Brasil
investe de uma maneira até bastante civilizada, mas a aplicação
do recurso é desperdiçada. De cada R$ 100 que saem de
Brasília, na sala de aula mesmo vai chegar uns R$ 30, R$ 40.
O resto vai se perder aí pelos diversos órgãos,
reuniões, colegiados, etc. E este que está na sala da
aula é o elemento crítico, que é o professor”,
explica o sociólogo José Pastore.
Será que o ensino envelheceu? “Nós estamos na
era da informática, e a escola ainda está na Idade da
Pedra. Porque a gente escreve na pedra, né?”, brinca
a professora Otília, mostrando a lousa.
Há 22 anos Otília Monteiro ensina a mesma matéria:
biologia. Começa antes das 7h da manhã e vai até
o fim da tarde; mal consegue preparar as aulas. “Tem coisas
que a molecada vem e pergunta, e eu não sei do que se trata.
Eu descubro assim, passou um jornal andando, ‘opa’, aí
eu pego, vou guardar e vou ler”, ela conta.
Sem tempo de se atualizar, com um currículo amarrado ao vestibular,
Otilia encontra a cada aula alunos mais desanimados. “Eles têm
dificuldade com o vocabulário, eles têm dificuldade com
a questão do hábito de estudo mesmo, de sentar e estudar.
Eu sinto assim, que não existe uma cobrança da família
também: se está indo na escola, é o que interessa,
se está realmente estudando, não importa”.
O que se vê na sala de aula da professora Otília se espalha
pelas escolas Brasil afora. “97% das crianças brasileiras
de sete a 14 anos têm acesso hoje à escola, estão
matriculadas. Mas esse aumento da quantidade foi acompanhado de uma
piora da qualidade de ensino. Toda vez que o Brasil participa de algum
teste comparativo internacional, os alunos brasileiros figuram na
rabeira, nas últimas colocações, até mesmo
na América Latina”, atesta o economista Eduardo Gianetti.
E não é preciso muito pra mudar. “É um
dinheirinho, um trocadinho pra escola fazer o que precisa; um programa
de treinamento de professor, sobretudo decidido pela direção.
Mas o mais importante de tudo é avaliação, medir
o resultado no fim da linha, dar um teste pros alunos, e todo mundo
fica sabendo. Cria-se uma dinâmica de mudança”,
acredita o especialista Cláudio Meira. “No Brasil, melhorar
o ensino, colocar o ensino num patamar de primeiro mundo, é
um projeto de longo prazo. Agora melhorar o que está aí,
é um projeto de curto prazo”.
E é um projeto urgente, se o país deseja crescer. A
educação não pode ser o oceano que separa o estaleiro
à procura de profissionais dos jovens que querem trabalhar.
Jornal
da Globo
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Idade
média dos principais cargos nas empresas vem caindo
Hanuska Bertoia
Os executivos, gerentes e diretores preferidos pelo
mercado de trabalho são jovens e têm alta qualificação.
Este é o perfil desses profissionais traçado por empresas
de recursos humanos e recolocação no mercado.
"A tendência é contratar cada vez
mais jovens talentos", afirma Thomas Case, presidente do Grupo
Catho. Uma pesquisa da empresa mostra que em 1988 a média de
idade dos executivos contratados em São Paulo era de 39 anos
e meio. Em 94, a média havia caído para 38 anos e sete
meses. No ano passado, as empresas preferiram profissionais com média
de 36 anos e quatro meses. "Na economia atual, que pede eficiência
e criatividade, os talentos mais baratos são os jovens. À
medida que a idade aumenta, o salário também cresce."
Segundo ele, o futuro profissional para os executivos
com idades acima de 45 anos é a consultoria. "Esta é
a saída para aqueles que têm dificuldade de conseguir
emprego. Além disso, as empresas saem ganhando, pois os custos
caem e elas têm à disposição, quando precisam,
um profissional que detém conhecimento."
Uma pesquisa da Catho feita entre 503 empresas mostra
que, nos últimos 12 meses, as contratações de
consultores superaram as de gerentes.
Segundo Laerte Cordeiro, presidente da Laerte Cordeiro
Consultores em Recursos Humanos, "as empresas preferem, em sua
maioria, executivos com cerca de 35 anos e muita experiência.
Mas algumas contratam até os 49 anos de idade".
Mas não basta ser jovem. É preciso ter
qualificação. "Ter fluência em inglês
já é requisito básico."
"A mão-de-obra é cada vez mais bem
qualificada. As empresas exigem inglês, conhecimentos de informática,
pós-graduação ou alguma especialização.
As empresas têm de ser cada vez mais eficientes. Assim, elas
precisam de bons cérebros", analisa Case.
O profissional que tem apenas graduação
já assinou seu atestado de óbito no mercado. "Para
se ter condições de disputar um bom emprego, é
preciso ter pós-graduação ou cursar um MBA. Não
há exigência de mestrado, no sentido acadêmico",
alerta Cordeiro. Outro ponto que pesa na escolha do executivo: experiência
no exterior. "As empresas dão muito valor para pessoas
que viajaram ou fizeram estágio fora do País."
Catho On-Line
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Como aprender
um idioma estrangeiro?
Um fator muito comum nas pessoas que são obrigadas a aprender
um idioma estrangeiro é a urgência. Podemos listar vários
casos: uma viagem, uma vaga promissora na empresa ou, imagine vocês,
quando a empresa em que se trabalha é adquirida por algum grupo
estrangeiro – o que convenhamos não é raro nos
dias de hoje. Claro que em todos esses casos essas pessoas precisam
se comunicar. Com certeza é uma situação complicada.
Mas, mais complicado ainda é pensar na escolha da escola para
uma situação como essa. Exatamente por esse motivo vemos
tantas propagandas de escolas de inglês prometendo a tão
sonhada fluência em poucas semanas.
A primeira coisa bacana de esclarecer é que
para aprender qualquer idioma requer algum tempo. Iniciar algum curso
pensando em alcançar uma meta em poucos meses realmente não
adianta nada. Isso porque a aprendizagem ocorre em estágios
e somente o tempo trás o conhecimento necessário para
você se comunicar de forma completa e confiável.
Desculpe-me se estraguei algum sonho ou tirei a ilusão
de alguém. Nada de pânico! A idéia aqui é
mostrar alguns métodos para tornar o aprendizado um pouco mais
rápido.
Cada um, cada um mano!
Em primeiro momento, o mais importante é saber que as pessoas
são diferentes. Logo, o tempo de aprendizado também
varia de forma individual. Vários estudos já provaram
que as pessoas apresentam particularidades na hora de aprender qualquer
conteúdo. Então, uma das estratégias é
perceber quais as formas mais agradáveis de absorver o aprendizado
de forma mais intensa, e, por que não, prazerosa.
No mundo atual, moderno e globalizado, o acesso a outros idiomas muitas
vezes é até involuntário. Sendo assim, devemos
aproveitar ao máximo essa acessibilidade e encontrar outros
meios, mesmo fora da sala de aula, para que o idioma possa ser absorvido.
Anote aí:
• Traga o idioma sempre que possível considerando seus
objetivos e canais de comunicação mais abertos.
• Desenvolva o hábito de “vivenciar” o idioma.
Como assim? Anote seus compromissos usando o idioma, coloque seu celular
e outros aparelhos no idioma, pense no idioma em suas tarefas, escolha
filmes, leituras no idioma e assim por diante.
• Encontre músicas em seu idioma. Mas que isso, encontre
músicas que você goste para que você possa aprender
a letra, cantar e aprender a pronúncia.
• Encontre pessoas que estejam aprendendo o mesmo idioma e troquem
e-mails ou conversem no bate papo. Marque happy-hours, existem muitos
lugares que é proibido falar a língua nativa.
• Determine para si mesmo metas e prazos. E, obviamente, cumpra-os.
• Para cada aula idioma dedique o dobro de tempo para revisar
e consolidar o tema e o tópico da aula fora da classe.
• Anote suas dúvidas extra-classe e leve sempre ao conhecimento
do professor.
• Arrisque-se sem medo de errar. Parece a coisa mais obvia do
mundo, mas se você soubesse tudo não estaria no lugar
do aluno e sim no lugar do professor. A hora de errar, e aprender
com os erros é agora.
Praticar o idioma de forma viva, constante e
focar em seus objetivos fazem da construção de sua aprendizagem
algo mais real e tornam o conhecimento mais rápido e eficaz.
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